sozinho no mundo  Não quer brincar, não desce pro play!

Logo de cara, já digo que não vou citar nenhum link externo neste post. Não por medo de represálias e/ou discussões intermináveis nos comentários. Mas pelo simples motivo que, neste post, não quero dar audiência gratuita à ninguém.
Você, que está nos lendo agora, veio de onde? Como nos achou? Gosta dos nossos textos e conteúdo? Comenta com regularidade? Pois bem, muitos blogueiros (como eu) blogam por um único motivo: entretenimento.
O simples fato de achar algo legal e poder compartilhar com pessoas conhecidas e desconhecidas sempre me atraiu. Desde sempre eu criava lista de e-mails, para distribuir de piadas à notícias ruins. Não sou jornalista, mas me sinto meio que no dever em compartilhar notícias, verdades, mentiras (afinal, olhe como chama o blog), enfim, tudo que outrora mandaria para minhas famosas listas (cheguei à ter mais de 2.000 pessoas nelas) acaba vindo para cá. Contaminei minha esposa com isso, essa vontade de expressar-se através de um blog, e ela também se tornou “blogdependente”. Mas enfim, não é bem sobre minha vida na blogsfera que pretendo comentar.

Pretendo, na verdade, colocar bem atrás da sua orelha, uma pulga. Explico:

  • Por qual motivo os blogs, em sua grande maioria, possuem sistemas de comentários?
  • Por qual motivo muitos deles moderam os comentários?
  • Por qual motivo outros tantos “fecham” os comentários, se represando na umbigosfera?

Isso chama-se escolha: Cada um faz a sua. Mas, como toda escolha, há as consequências. Quem deixa a “porteira aberta”, como eu, perde um certo tempo “limpando a casa”, e deletando bobagens que não têm a ver com conteúdos do site. Todos os dias vejo desde pessoas que acham que este blog é do Luciano Hulk, e me pede para arrumar a Lata Velha deles, até aqueles que erram nos “alt-tab” da vida, e escrevem aqui o que deveriam ter escrito no Outlook minimizado (fique tranquilo, são links internos, apenas para ilustrar o fato).
Há aqueles que moderam, e tão simplesmente por tê-lo feito, sentem-se no direito (previamente declarado) de censurar o que se é escrito. Se for algo que massageie seu ego, ou seja ridiculamente engraçado, “aprove”, se não, “spam”.
E existem também os falsos grandes, que por se acharem importantes na blogsfera, fecham os comentários. Mas desses não quero falar agora.
Quero falar dos que escolheram a opção errada: se você descide decide(*), quando da montagem e estrutura do seu blog, deixar abertos os comentários, deve, por obrigação, moderar apenas o que for verdadeiramente “spam”. Ou seja, deve aceitar comentários que o critiquem. Simples assim.
O termo “crítica” tem uma pré-concepção que nos lembra algo ruim. Mas eu penso justamente o contrário. Crítica, para mim, é o que interessa. Não quero (mentira, eu quero sim) comentaristas que ficam babando ovo. Eu quero os que reclamam, os que avisam caso algo esteja fora do lugar, ou os que me digam que o último post foi escrito em tom disso ou daquilo. à‰ disso que estou falando. E muitos pensam assim.
Não sou o dono da verdade, muito pelo contrário, já errei nessa vida para caraleo (desculpem, os mais pudicos, o palavreado), mas no auge dos meus 31 anos, 16 dos quais tive contato com a WWW, posso afirmar que já acertei muito também. E uma das decisões mais acertadas foi a de deixar os comentários abertos, em todos os meus quase 10 blogs meus ou por mim cuidados.
Resumindo: De que vale deixar comentários abertos, se você só deixa lá os que falem bem de você? De que vale não só não aceitar uma crítica como deletá-la, sumariamente, do seu blog? De que vale manipular a “audiência” do seu blog, de forma à que seu mundo fique sempre azul? De que vale?
Como disse lá encima, não vou citar nome(s), mas com certeza se quem me inspirou à escrever isso ler, saberá que é com ele(a).
E pode ter certeza que, se comentar, desde que não use palavras de baixo calão, seu comentário ficará aqui, eternamente, em respeito à liberdade de expressão que eu permito desde o início.
Ahhhhh!!! Mas alguns irão falar: mas sou EU quem pago a hospedagem, EU quem arrumo o layout quando dá pau, EU quem arrumo plugins que teimam em não funcionar, EU que gasto anualmente alguns dólares para mater o domínio. Ok, concordo. Nesse casso, amigo, você está na mídia errada. Escreva um livro, mas não o publique, guarde para você e leia sempre que sentir vontade. E não empreste-o à ninguém.

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