Microsoft SOL: Licença para crescer
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Programa da Microsoft concede pacotes gratuitos de softwares para microempresas de tecnologia
Adriano: o que falta para as start-ups são recursos e conhecimento de mercado para vender seus produtos |
Empresas que criam produtos e serviços baseados em software, com até três anos de fundação e faturamento máximo de R$ 1,2 milhão anuais, podem ter acesso gratuito a licenças de 55 softwares da Microsoft até 2012. A iniciativa faz parte do programa Microsoft SOL, criado para favorecer o desenvolvimento de negócios nascentes (start-up). De acordo com levantamento da Microsoft, existem no Brasil atualmente 8 mil empresas de base tecnológica com esse perfil.
Quem se encaixar nos pré-requisitos pode se inscrever no programa (www.microsoftsol.com.br) até o dia 20 de fevereiro. Para validar o cadastro, é necessário ter a aprovação de um parceiro local, que podem ser incubadoras ou entidades de apoio, como a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) ou a Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software (Softex), entre outras.
O Microsoft SOL demandou investimentos de R$ 2,5 milhões e foi lançado dentro do programa de cidadania corporativa da empresa, que busca desenvolver a indústria local de tecnologia e estimular o empreendedorismo. “A iniciativa está atrelada a um programa mundial da Microsoft e foi lançada ao mesmo tempo em todas as 103 subsidiárias do mundo”, explica Adriano Della Coletta, gerente regional sul da Microsoft Brasil.
Além do pacote de software, que será disponibilizado via download, as empresas terão acesso a serviços como consultoria e capacitação em estratégia de negócios. O programa terá duração de três anos, e já em 2009 pretende apoiar mais de 500 empresas. Três delas serão selecionadas para apresentar seus planos de negócios na sede da Microsoft Corporation, em Redmond, nos Estados Unidos.
Entre todos os inscritos, 320 empresas serão pré-selecionadas para participar de treinamentos nos Centros de Inovação Microsoft espalhados pelo País. Serão ministrados cursos presenciais com conteúdo técnico e de negócios. A estimativa é capacitar mais de 1 mil profissionais.
O programa também inclui um concurso de projetos de solução. As ideias serão acompanhadas por consultores durante o treinamento e, mais tarde, submetidas a uma seleção regional, que apontará 16 finalistas. As melhores propostas passarão por um processo de consultoria e aconselhamento, e serão apresentadas a potenciais investidores no Brasil. A seleção final será feita por um comitê nacional, que vai premiar os três melhores com uma visita à sede da Microsoft.
Todas as empresas inscritas poderão fazer o download de um pacote contendo 25 licenças de 55 softwares diretamente no portal do SOL na internet. As licenças são gratuitas durante os três anos de duração do programa. Passado esse prazo, as empresas que quiserem continuar com os softwares pagarão uma taxa simbólica única de US$ 100. “Vamos oferecer toda a plataforma de desenvolvimento e estrutura, com quase todos os serviços para até 25 usuários. E lá no final estipulamos um valor irrisório para manter as licenças, apenas para dizer que não é doação”, explica Della Coletta. As empresas inscritas não precisarão fazer qualquer tipo de investimento. No entanto, deverão cumprir a agenda de cursos e treinamentos estabelecida pelo programa.
As condições estão de bom tamanho para Anderson Vermonde e seus cinco sócios. Estudantes do 2º ao 4º ano de Engenharia da Computação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), eles criaram a Aduge, empresa que vai desenvolver jogos eletrônicos. O negócio está há três meses pré-incubado na UTFPR, e as licenças de software oferecidas pelo Microsoft SOL vêm em boa hora e, pela estimativa dos estudantes, duram o período necessário para que a empresa possa se estabilizar.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Rodrigo em 12 de fevereiro de 2009 às 13:37, e está arquivado em Tecnologia, Textos. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |


